Imóvel na planta é o mais dese

19 de Novembro de 2012 | 07h00

Folha de São Paulo | Mercado

Por Tatiana Freitas

Que tipo de imóvel tem maior potencial de valorização? E qual tem maior demanda para locação? O poupador interessado no mercado imobiliário se depara com essas questões ao escolher o bem no qual vai investir.

Levantamento exclusivo da imobiliária Lopes pode ajudar o comprador nessa decisão. A empresa mapeou os imóveis residenciais mais desejados para investimento na região metropolitana de São Paulo: são os de dois dormitórios, comprados na planta.

Dos 612 entrevistados, 86% desejam adquirir o imóvel antes das obras. ?Funciona como uma poupança?, afirma Mirella Parpinelle, diretora de atendimento da Lopes.

?Boa parte dos compradores é jovem, que adquire um imóvel menor na planta com o objetivo de poupar, para vender nas chaves e depois comprar outro maior?, diz.

Não por acaso, os apartamentos de dois dormitórios são os preferidos de 70% dos entrevistados. Além do valor mais acessível, a atratividade está na boa perspectiva de revenda ou locação. ?É um imóvel quase universal?, diz Mirella, lembrando ser o mais escolhido entre os que estão comprando pela primeira vez, como solteiros e jovens casais com até um filho.

Na locação, o apartamento pode interessar aos mesmos perfis e também a amigos que desejem dividir o lar.

Além disso, apartamentos menores -a área útil mais procurada vai de 50 metros quadrados a 69 metros quadrados- normalmente estão localizados em edifícios com muitas unidades e, portanto, têm um valor de condomínio mais baixo.

Por isso, também são mais fáceis de alugar e não oneram muito o locatário enquanto estão vazios.

Apesar de os apartamentos de médio padrão serem os mais desejados pelos investidores, a Lopes também identificou uma boa demanda para imóveis mais caros -50% dos entrevistados buscavam apartamentos acima de R$ 500 mil, enquanto 48% desejavam investir entre R$ 250 mil e R$ 499 mil.

 

SEGUNDO IMÓVEL

Após comprar na planta o seu primeiro apartamento, para o qual está prestes a se mudar, o administrador Matheus Giacomini, 31, partiu para o segundo imóvel.

Dessa vez, o objetivo era obter retorno financeiro. ?Com a ajuda de um amigo corretor, comecei a analisar as possibilidades.?

Escolheu o bairro da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, pela localização e convidou o pai, Waldomiro, para uma ?sociedade?.

?Como já estava pagando as contas do primeiro apartamento, apresentei essa opção de investimento ao meu pai e ele se interessou?, conta.

Dividiram a entrada, e as prestações são rachadas meio a meio. A decisão sobre o futuro do imóvel também será conjunta. ?Compramos com a possibilidade de vender ou alugar o apartamento, dependendo das oportunidades que o mercado oferecer.?

Para João da Rocha Lima Junior, professor titular de ?real estate? da Poli/USP, comprar um imóvel para vender não é investimento, e sim especulação. ?Não há critério técnico para dizer que o preço dos imóveis vai subir?, afirma. Ele diz que o tradicional investimento em imóveis, focado na locação, deve levar em conta a renda que o bem vai oferecer e o valor pago.

Falta um ano para Giacomini receber as chaves do segundo apartamento, mas, diante da valorização recente dos imóveis, pai e filho devem optar pela venda. ?Podemos ter um bom ganho sem dor de cabeça e gastos ao preparar o imóvel para locação?, diz ele, que neste ano passou também a investir em fundos imobiliários.


Fonte: 19/11/2012 ? Folha de São Paulo | Mercado

  • Nos acompanhe nas redes sociais
11 2337-0034

Breve Lançamento SP